terça-feira, 11 de dezembro de 2012

9º Passeio do Ferodo Queimado

No passado fim de semana realizou-se o 9º Passeio do Ferodo Queimado, que era também a 3ª e ultima prova do Troféu Automóvel Ribatejano.
Começo esta crónica fazendo um ponto de situação ao estado do carro, que desde que o tenho sempre me queixei que ele não andava o que devia, tendo à duas semana resolvido tirar as teimas e levá-lo a um banco de potência, o que resultou com a confirmação das suspeitas. Dos supostos 93cv que deveria ter, só lá estavam 67. Mas entretanto com mais umas alterações e afinações já fui para a prova mais satisfeito porque já apareceram mais alguns, e também finalmente já fui para este passeio com uns pneus como deve de ser, pondo de parte os outros com 30 anos.
Assim no sábado de manhã lá rumámos a Santarém na companhia dos nossos amigos do Clube Automóvel da Marinha Grande.
Viagem feita com muito nevoeiro, e chegada a hora de partida este teimava em não se ir embora, e juntando a isso um condutor em dia não, resultou na primeira perdidela do dia, acho que ainda dentro do parque fechado. Dois ou três kilometros mais à frente e novo engano. Quando me preparo para fazer inversão de marcha no largo da estação, estaciona ao lado um autocarro para deixar os passageiros e fiquei trancado. Resultado, nos pouco mais de 10 km's da 1ª secção já somava 418 pontos ( já fiz provas inteiras com menos pontos).
Pequena paragem, e de seguida nova secção até ao almoço. Esta já correu mais coisa menos coisa dentro da normalidade e conseguimos chegar ao almoço no 11º lugar da classificação geral. Nesta secção nota muito positiva para os pneus que têm um comportamento muito bom mesmo com o piso húmido  e também para o comportamento do carro que embora ainda não esteja no ponto já tem umas prestações que satisfazem bem.
Após o almoço toca de pegar no road-book alentejano (pois tinha todas as figuras em posição deitada) e verificamos que este começava ao km 2. Lá percebemos depois que o inicio da secção estava ainda na ultima página da secção anterior.
Lá saímos à hora correcta e dois ou três kilometros lá estávamos a entra por uma quinta dentro e a fazer um estradão enlameado que muito gozo de condução deu, só que ao chegar ao fim do estradão, quando este atravessava um riacho, percebi que estávamos enganados outra vez. A única coisa positiva desta nova pedidela foi fazer novamente o estradão. Lá regressamos ao trilho certo, e nos sete controles seguintes lá somámos mais 956 pontos, o que nos fez descer mais um lugar na classificação até ao fim da secção. O que nos valeu foi que entre os outros concorrentes também houve muito boa gente a enganar-se.
Esta secção terminou num kartodromo onde fomos fazer uma prova de velocidade que consistia em dar duas voltas à pista.
Nesta prova finalmente o carro, com as suas novas afinações e calçado novo, já me deixou muito satisfeito,


o único senão foi num dos ganchos em que resolvi puxar o travão de mão, e como os pneus agarram muito puxei à bruta, o que resultou em que o carro parasse e se tivesse ido abaixo.


Mesmo assim ainda deu para o 7º tempo. Sem a azelhisse tinha dado para ir "morder os calcanhares" ao nosso colega de equipa, Nuno Ferreira, que com o seu Mazda além de um muito bom tempo ainda deu espectáculo.
Após esta prova a 4ª e ultima secção que nos levaria ao jantar. Esta já realizada de noite e foi a que nos correu melhor, uma ou outra hesitação  dois ou três pequenos enganos, mas já nada comparado com o descalabro das outras secções.
Durante todo o dia tivemos muito que "dar ao pedal" em estradas que deram muito gozo, não só para recuperar o tempo perdido como para acompanhar algumas das médias indicadas, e assim terminámos a prova no 9º lugar final, o que nos permitiu manter o 5º lugar final do Troféu Automóvel Ribatejano.



Brevemente irei publicar o balanço do anos, com as respectivas reflexões e projectos para o futuro, que esperemos ainda tenha espaço para estas nossas brincadeiras.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Passeio Regularidade de Tomar


No passado fim de semana realizou-se a 2ª prova do TAR-Troféu Automóvel Ribatejano, com o Passeio de Regularidade organizado pelo Automóvel Clube de Tomar.
Este ano a prova realizou-se no formato de à 2 anos, sexta à noite e sábado, e participamos com o Citroen Visa Chrono, que parecia estar minimamente em condições de participar, mas na véspera à tarde quando fui por gasolina verifiquei que carro falhava e o Brantz falhava muito. Após muitas tentativas com um eletricista amigo chegamos à conclusão que era alta tensão que andava “fora do sítio” e provocava interferências. Na sexta tentei comprar uns cabos de velas novos, mas não consegui iguais e só comprei o cabo que vai da bobine ao distribuidor. Ultima tentativa na sexta a meio da tarde, e já a pensar ir no BX em vez do Visa, mas com o cabo novo e a bobine do BX ele lá ficou a trabalhar mais certo e o Brantz sem interferências, assim lá arrancamos para Tomar para as verificações ao fim da tarde.
Chegamos lá e primeira surpresa, o passeio ia ser à seria, e toca a fazer contas até à hora de partida sem tempo para jantar.


Partida e deslocação até Abrantes para a primeira especial a realizar no kartódromo local, em ritmo certinho e direitinho que a prova ainda estava a começar, e de seguida a parte de estrada com seis especiais de regularidade, sendo a ultima na conhecida zona industrial de Tomar. Esta primeira secção correu sem grandes sobressaltos para a nossa parte, apenas uma visita rápida a um quintal e mais uns segundos no final de uma especial em que me cheira deve ter havido erro nas contas ;o), a zona industrial foi pelo seguro, antes apanhar uns segunditos do que haver engano de percurso.
Assim chegamos ao final da secção perto das 2 da manhã e no sétimo lugar da classificação.
No sábado o despertar foi cedo, oito horas, porque antes da partida ainda tínhamos que por gasolina no carro e fazer mais contas.

Esta secção entre Tomar e Pedrogão Grande, decorreu também sem sobressaltos em termos de pontuações, com uma passagem pela zona industrial de Ferreira do Zêzere, que já era tempo de começar a atinar com ela.


Nesta parte da prova verificamos as suspeitas da noite anterior. A primeira, que a prova iria ser toda com médias muito puxadas e que não poderia haver descanso para a equipa nem para a máquina, e a segunda, que o carro ainda tem muito a melhorar para se fazer uma prova tranquila. Afinação de motor, desempenho e equilíbrio de travagem, suspensão, etc.,  sem falar nos já famosos pneus. Mas tudo certinho e direitinho e mantínhamos o sétimo lugar à chegada ao almoço, que foi realizado com as tabelas e calculadora por meio dos pratos, porque ainda havia as contas da última secção para fazer.


Esta última foi no mesmo ritmo e levou-nos de volta até Tomar, onde a prova acabou com uma especial de maneabilidade.


Esta secção foi a que correu melhor, pois a penalização máxima que apanhamos foram 10 pontos, e por avanço, o que demonstra que o fazer duas ou três provas por ano enferruja e leva o seu tempo até ficar tudo bem oleado. Com este resultado subimos um lugar na classificação, tendo terminado em 6º da geral.

Agora à que arregaçar as mangas e tentar melhorar ou eliminar as falhas que detetamos durante a prova.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Rali Serra da Lousã

No passado sábado disputou-se o Rali Serra da Lousã, prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro, e sendo a primeira do recém criado AutoVintage CAC Rally Trophy 2012.
Não tinha previsto participar nesta prova, mas por impossibilidade  do navegador do João Cruz, o Luís Brito, em estar presente nesta prova convidaram-me para ir navegar o João Cruz.
Fiquei com uma sensação mista. Por um lado de alegria por poder estar presente num evento que prometia ser bastante bom, mas por outro lado, a responsabilidade de não fazer asneira, pois a minha experiência de navegador em provas de regularidade resumia-se ao Rali Verde Pino de 1994, e as provas do CAC nunca foram pêra-doce, sendo a prova rainha das dificuldades de navegação, o Rali Rainha Santa, e este era nomeado como um mini Rainha Santa. Mas como o espírito do João Cruz é o de se divertir acima de tudo, lá fomos sem grandes stresses.
A prova consistia em duas secções, com inicio da primeira na praia fluvial das Rocas em Castanheira de Pêra e final em Penela, e a segunda com inicio em Penela e regresso à Praia das Rocas, fazendo-se 11 especiais, sendo 6 provas de rampa, em que tínhamos que passar em tempos certos em diversos sectores das mesmas, escusado será dizer que havia sectores destes com médias superiores a 70km/h, o que queria dizer que era a dar giz por ali acima, as outras 5 provas eram regularidades absolutas sempre na casa dos 20 km´s e com muitas mudanças de média pelo meio, tanto nas figuras do road-book como não ;o).


Em termos da nossa prova não se pode dizer que tenha corrido mal, pois não houve enganos de percurso, apenas 2 ou 3 hesitações rapidamente resolvidas e depois lá ir tentando manter a média desejada durante as provas. Claro que lá dentro a coisa não é assim tão fácil, e notou-se bastante a falta de calo do navegador e também de entrosamento entre os dois dentro do carro, mas isso são tudo coisas que só aparecem após muitos kilometros em sintonia, mas o ambiente dentro do carro foi sempre bom e tranquilo.
Em termos de resultado final, ficámos no lugar da virtude, o do meio da tabela, 15º lugar em cerca de 30 participantes, mas com uma pontuação que não poderemos considerar má, atendendo a todos  os pontos já referidos, e olhando para as equipas à nossa frente e a sua experiência vê-se que não seria fácil ficar muito mais à frente.


Nesta prova fomos mais uma vez na equipa do Clube Automóvel da Marinha Grande, que conquistou o 2º lugar na classificação de equipas, através das pontuações de Gonçalo Figueiroa/João Marques 2º da geral, Pedro Marques/Rui Oliveira em 9º e Paulo Gonçalves/Henrique Damásio em 11º. Seguidos de João Cruz/José Calazans em 15º, Nuno Ferreira/João Brito em 17º e José João Meiavia/Wilson Mendes em 19º.

Queria deixar os meus agradecimentos ao João Cruz e ao Luís Brito pela confiança depositada e o me terem proporcionado esta experiência.

quinta-feira, 29 de março de 2012

I Clássica Portas de Rodão

No passado fim de semana teve inicio a segunda edição do TAR-Troféu Automóvel Ribatejano, que tal como no ano passado será composto por 3 eventos.
Este primeiro evento foi uma novidade no Troféu, organizada pelo Clube de Automóveis Antigos de Castelo Branco e chamado I Clássica Portas de Ródão, a realizar, tal como o nome indica na bonita zona de Vila Velha de Ródão.
Para este evento decidi ir no BX Sport, pois o Visa ainda não está como desejo e não pretendia andar com os stresses habituais nas semanas anteriores para saber se teria carro em condições ou não. Tudo foi correndo normalmente e tranquilamente, até que na sexta à tarde chegou o email da organização com as tabelas da prova. Comecei a olhar para elas e nada…olhava, olhava, tentava fazer contas, mas deu uma branca que não saía nada. Sábado de manhã resolvi nem tentar ir rever as tabelas, pois até tinha acordado a meio da noite a sonhar com elas. Fui tratar do carro e de tudo o resto que faltava, e então depois é que me sentei à mesa e já comecei a pescar alguma coisa.
Passadas umas 4 horas já tinha algo que me satisfazia, e lá pudemos arrancar para Castelo Branco mais tranquilos.


A viagem foi feita em companhia de mais 3 carros da equipa CAMG-Clássicos, que para esta prova era composta por 11 carros, dos quais fazíamos parte.

Viagem tranquila, e lá nos instalámos no local previsto, e onde nos encontrámos com mais uns elementos da equipa, antes de irmos todos jantar ao palito grande. Chegado o grande dia, lá fomos até V.V. de Ródão para as verificações, colocação do aparelho GPS com que a cronometragem iria ser feita e prepararmo-nos para a partida.
Dada a partida, passados 2 minutos tínhamos uma prova de regularidade ao meco, novidade para nós.
Chegamos ao local previsto e … nada de meco. Esperámos um pouco e nada. Como já estava na nossa hora de partida e ele ainda não tinha chegado, resolvemos arrancar e ver se encontrávamos algum lá mais pela frente, o que lá fomos conseguindo, embora com menos frequência do que desejávamos, mas chegámos à conclusão que os mecos daqueles lados devem ser como o cobre por cá, tem muita tendência a desaparecer. Tive algumas dificuldades em começar a apanhar o ritmo nas duas primeiras especiais que foram disputadas ao ritmo de elástico. Acelera que vais atrasado … trava que já vamos adiantados.

A partir da terceira já começamos a apanhar o ritmo e na paragem do fim da 1ª secção, ao final de seis especiais já estávamos no ritmo com que devíamos ter começado. Aí começamos a saber alguns tempos e com alguma surpresa verificámos que após 4 especiais estávamos em 19º, que com a lista de inscritos presente era um resultado muito bom, e como a 5ª e 6ª tinham corrido mais certinho, começamos a ganhar outro ânimo.
Mais uma secção com três especiais e chegou a paragem para almoço. Aí verificámos então que tínhamos conseguido subir alguns lugares, para o 14ºlugar.
Após o almoço restavam-nos ainda 3 especiais, que se previam muito trabalhosas. A primeira numa zona industrial, que dão sempre confusão, e então lá fomos no nosso ritmo para este tipo de provas, em que primeiro é não enganarmo-nos no percurso e só de seguida então tentar bater certo com os tempos. Correu tudo conforme o previsto e fomos então para a prova seguinte, que era a maior de todas com mecos e figuras à mistura, correu tudo bem e fomos então para a última especial que era mais uma com os amigos mecos, (tão cedo não vou querer ouvir falar nestas coisas), também correu bem e ficamos confiante que poderíamos ter subido mais alguns lugares, o que se veio a verificar pois parece que houve muito boa gente a meter água nestas especiais. Ainda houve mais uma prova, mas que não contava para as contas da anterior, tendo uma classificação independente, e que era uma regularidade em circuito.


Finalmente fomos ver o resultado final, onde obtivemos o 10º lugar final, com o mesmo nº de pontos do 9º mas que no desempate foi a favor dele, o que para nós foi um resultado que nos deixou muito contentes. Juntou-se também a este resultado a vitória da nossa equipa, CAMG_Clássicos na respectiva classificação, e em que fui orgulhosamente receber a taça em representação de todos os 22 que compuseram a equipa.


Saliente-se que esta taça era a mais bonita do evento, pois é uma taça dos anos 70 devidamente restaurada. Resta-me deixar os meus parabéns a toda a equipa organizadora encabeçada por António Ramos, que nos proporcionou este belíssimo evento, a meu ver sem falhas, com um belo percurso rodeado de não menos belas paisagens e sempre num ritmo muito bom. A próxima prova do TAR será em Setembro, onde iremos tentar estar presentes, pois este ano terá que ser de muita contenção como todos nós muito bem sabemos. Até lá iremos tentar ir estando na beira da estrada a apoiar os nossos amigos presentes em outros eventos, que por aqui também irei relatar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

12º Passeio Clássicos e Desportivos CAMG

No passado sábado realizou-se o 12º Encontro de Clássicos e Desportivos do Clube Automóvel da Marinha Grande. Clube já com largas tradições nas regularidades e que durante anos realizou passeios inter-sócios de regularidade e que foram uma grande escola para muitos entre os quais eu me incluo, tendo participado em algumas edições nos finais da década de oitenta do século passado.

Este passeio de Clássicos e Desportivos é também já uma tradição do Clube, embora nas anteriores edições tenha sido realizado em outro esquema, mais em passeio apenas com duas “brincadeiras” pelo meio, os 400mts de arranque e uma perícia, mas este ano por insistência dos sócios que têm andado pelas regularidades e dinamizando as participações com o nome CAMG Clássicos, o clube resolvei incluir a componente de regularidade neste Passeio, tendo havido 4 especiais de regularidade, mais uma perícia e uma prova o Kartódromo dos Milagres também em regularidade.

Quanto a nós, estivemos presentes com o Visa Chrono, entre os quase 130 participantes. Este passeio também incluiu as bonificações por ano do carro, factor que não é do meu agrado, mas pois acho muito subjectivo num evento deste tipo, e o qual fez com que ao passar o controle de partida já estivesse em 72º da geral a 48 pontos do carro mais antigo presente.

De seguida fizemos uma pequena ligação pela costa a sul da Marinha Grande, até chegar-mos às matas nacionais do Pinhal de Leiria, já bem habituadas de andanças e onde se realizou a primeira regularidade. Esta correu bem, apenas a assinalar que deveria haver um critério mais uniforme em relação ao ponto onde se fazia o controle, pois tanto havia à entrada da figura, como à saída ou a meio, mas correu bem, e penalizamos 9 pontos, tendo subido a 31º da geral. De seguida pausa no local onde se deveria ter realizado a prova dos 400 mts, mas esta não se realizou pois as autoridades locais não a autorizaram. Com isto tudo desatenção, ou falta de comunicação correcta e entendi que por a prova ter sido anulada o seu controle ficaria sem efeito e assim não somei os 3 minutos respectivos à hora de entrada na regularidade, o que me levou a fazer essa prova 3 minutos adiantado. Resultado, entrando no tempo correcto teria penalizado 21 pontos e assim somei 699, descendo para o 90º lugar.
De seguida foi tempo de atestar o estômago com um muito bem confeccionado Frango Assado no Quartel dos Bombeiros da Ortigosa, e seguir rumo para o Kartódromo para a próxima especial. Aqui os magníficos TB5 da década de 80 que tenho montados no carro mostraram verdadeiramente o que é que os anos lhe tinham feito, atacaram-lhes a memória e esqueceram-se de como agarrarem-se à estrada. Resultando numas valentes escorregadelas, atravessadelas e derrube de pneus que estavam mesmo colocados por onde eu queria passar, mesmo assim ainda dei para subirmos mais 9 lugares na classificação e seguir para a Marinha Grande onde se realizou a perícia em regularidade que foi ao nível do Kartódromo com escorregadelas, manobras com marcha atráz, etc , e que mesmo assim ainda deu para subirmos mais uns lugares na classificação, passando para o 74º lugar.

De seguida mais duas pequenas regularidades em locais míticos das matas de S.Pedro de Moel com 7 pontos de penalização, o que nos permitiu subir mais uns lugares e terminado no 63º lugar final.

Foi um dia muito bem passado estando o Clube de parabéns, e que tenha servido de animo para repetir mais vezes.
Pela nossa parte também viemos com o dever cumprido, pois sem a tal argolada dos três minutos ficávamos em 11º e sem as asneiras das complementares um lugar nos 10 primeiros tinha sido possível, e quem sabe teríamos ganho 100 gramas de sal ;o)), mas como os “Ses” não contam para a classificação resta-nos a satisfação de um dia em que nos divertimos a fazer o que gostamos em muito boa companhia, e o carro regressou a casa pelas suas rodas e sem mazelas significativas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rallye Fim d'Ano à Figueira da Foz


Desde 2006 que o Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz tem reeditado uma prova que foi de grande prestigio nos anos 50 e 60. O Rallye Fim d’Ano à Figueira da Foz. No ano passado pensava estar presente, mas tal não se proporcionou, mas durante o ano fui preparando as coisas para poder estar presente nesta edição 2011-2012.
É claro que para o fim ficou uma das coisas menos importantes para o Rallye, que foi o carro, como o Rallye seria para carros até 1982 decidi estar presente com um Citroen ID19, que está parado há uns tempos e já há muito andava ansioso por voltar a andar nele. Após a última prova do TAR foi então tempo de dedicar o tempo disponível para estas coisas dos carros a pô-lo em condições para o Fim d’Ano.
Começou tudo dentro do esperado, uma coisita aqui outra mais grave ali, e fomos com o carro à inspecção. Correu tudo bem e já estava para começar com os retoques estéticos,
quando numa das ocasiões que saí com ele comecei a sentir algo estranho na direcção e pouco depois a luz do óleo hidráulico acendeu. Resultado a direcção tinha avariado e o óleo hidráulico saía todo por ela, que neste caso é o mesmo óleo para suspensão e travões. Consulta aos especialistas e diagnóstico feito, reparação complicada e impossível de realizar em duas semanas. Solução para o problema, pedir que nos aceitassem no Rallye com um carro posterior a 1982 e que tal como estava previsto no regulamento teria uma penalização de 1.000 pontos por cada ano após. Como o carro de substituição é o Citroen BX Sport de 1986, já estávamos a somar 4.000 pontos ainda antes de começar, mas como o objectivo principal era divertirmo-nos, estava tudo bem.
Para esta prova também conseguimos entusiasmar um amigo nosso, o João Abreu que nunca tinha participado em nada do género e estava cheio de vontade de ver o que era uma regularidade, assim também esteve presente, também não com o carro previsto inicialmente, mas com um Fiat 128 que era do seu Avô e está num magnífico estado original com a sua pintura cor-de-tijolo, e que levou como navegador o meu filho Zé Pedro, que fez comigo as provas do TAR,

levando eu como navegadora a Sílvia e mais duas jovens co-navegadoras, a Rita e a Fabiana.
Assim na sexta-feira fomos até à Figueira da Foz para fazer as verificações, instalarmo-nos, e ainda dar uma volta pelas ruas, onde encontramos os nossos amigos do Ferodo Queimado, do qual também iríamos fazer parte da equipa, e que já espalhava a habitual boa disposição pelas ruas da Figueira.
Chegado o dia da prova em si, foi tempo de acertar os relógios, dar uma olhada ao road-book e às tabelas e lá vamos, desta vez apenas com o Big-digit como auxiliar, pois o GPS que normalmente utilizo como odómetro foi com o Zé Pedro no 128, pois eles ainda tinham possibilidades de um bom resultado ao contrário de nós com os 4.000 pontos iniciais.
A prova decorreu sempre num ritmo descontraído e alegre entre todos os participantes tal como seria o esperado para um evento deste tipo.
A prova foi composta por duas secções de cerca de 60 km’s cada com inicio e fim na Figueira da Foz, e onde havia 6 especiais de regularidade.
Após a prova de estrada começou a prova de mesa, pois tivemos o jantar de fim de ano que durou até perto da meia-noite, hora em que viemos todos para a rua e juntarmo-nos às festas da cidade para dar as boas vindas ao novo ano. De seguida regressámos ao local do jantar onde a festa com os nossos amigos do Ferodo Queimado durou por mais umas boas horas.
O domingo foi destinado para o encerramento do Rallye com uma prova de perícia na marginal da cidade, para satisfação dos participantes e do muito público presente,

seguindo-se o jantar de encerramento e entrega de prémios.
O prémio maior já tinha sido entregue, que foi um fim-de-semana magnífico, tanto em termos organizativos do evento como de convívio e alegria entre todos os participantes!
Em termos de classificações da prova de estrada, o estreante João Abreu com o Zé Pedro começaram da melhor maneira vencendo a primeira especial, e logo com um zero, nas outras cinco também tudo decorreu dentro do esperado e obtiveram o 9º lugar final na classificação geral.

Quanto à nossa prova ainda decorreu melhor do que as previsões, pois obtivemos o 22º lugar da classificação, e que se retirarmos os tais 4.000 pontos referentes à idade do carro dava o 2º lugar da geral.
Embora as previsões não sejam as melhores, desejamos que este ano seja melhor do que o que terminou agora e que continue com a alegria e boa disposição que tivemos neste primeiro dia.
E que no final do ano nos seja possível estar novamente presentes neste Rallye, mas desta vez no boca-de-sapo :o)