sábado, 26 de novembro de 2011

Passeio Regularidade ACT/FQ - O video

Ainda a respeito do Passeio de 19 de Novembro, deixo-vos aqui um video feito pelo Rui Olivera.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Passeio Regularidade ACT/FQ

No passado fim de semana realizou-se a terceira e ultima prova do Troféu Automóvel Ribatejano, numa organização conjunta do Automóvel Clube de Tomar e da Associação Ferodo Queimado, denominada Passeio ACT/FQ, e que tinha como base o kartódromo de Abrantes.
Nesta prova estivemos presentes novamente com o Citroen Visa Chrono, ainda não totalmente restabelecido das suas mazelas detectadas nas provas anteriores, pois não conseguimos arranjar tirantes novos da caixa de velocidades e ainda falta muitas afinações e melhoramentos para ter a fiabilidade que pretendemos. Como se previa muita chuva para esta prova tive que arranjar uma solução em termos de pneus, pois os que tinha montados no carro já tinham demonstrado que não davam para o caso de chover, e então a solução encontrada foi montar uns pneus que tinha lá em casa já há algum tempo, são uns TB5 que vieram no enxoval do Toyota Starlet que comprei ao João Almeida em 1987 (não sei há quanto tempo ele já os tinha).
Chegado o dia da prova fomos até Abrantes, onde almoçamos antes de nos dirigirmos para o kartódromo a fim de fazer as verificações. Após o almoço ia-mos a descer para a ponte sobre o Tejo quando começa a aparecer muito fumo por baixo do tablier. Enquanto me preparava para parar, oiço um estalo tipo fusível a queimar e o fumo desapareceu, resolvi continuar até ao kartódromo para aí tentar solucionar o problema, mas a meio da ponte o carro começou a falhar até que parou. A bomba de gasolina eléctrica tinha deixado de trabalhar, consegui tirar o carro da ponte em primeira e com o motor de arranque, e após parar detectei que o fio que alimentava a bomba de gasolina estava todo esturrado e partido. Telefonei aos amigos do Clube Automóvel da Marinha Grande, dos quais dois elementos, o Henrique Damásio e o Luís Brito vieram prontamente ao meu encontro para tentar-mos solucionar o problema, entretanto também se juntaram a nós o Paulo Carvalho e o Nuno d’Eça, que nos tinham visto parados. Consegui-mos por o carro a trabalhar, só as escovas do limpa para brisas é que não trabalhavam, mas resolvemos ir até ao kartódromo e ai solucionar o problema. O nosso muito obrigado a estes nossos amigos, pelo apoio prestado.
Após tudo resolvido chegou a hora de começar a prova, que iniciava com uma prova de regularidade em circuito. Ao iniciar a prova verificamos que os pneus eram melhores dos que os que lá estavam anteriormente, mas mesmo assim ainda deixavam muito a desejar, pois os quase 30 anos não perdoaram e a aderência já não é o que era, mesmo assim correu tudo dentro da normalidade, apenas um pouco de tempo perdido na segunda volta para deixar passar outro concorrente, e saímos de lá com três voltas em 54” 56” 54”.


Após esta prova tínhamos uma prova de estrada de regularidade à figura com 55km’s. Nesta parte não vou entrar muito em pormenores pois nem um percebi muito bem o que se passou, no inicio uma má interpretação na leitura do road-book levou a que andássemos às aranhas pois as médias nunca batiam certo com os tempos pretendidos. Quando detectámos o erro ainda fizemos um controle a zero e depois apanhamos uma confusão monumental em que 4 dos concorrentes que iam à nossa frente andavam perdidos e por pouco também não nos perdemos pois o olhar os instrumentos, a estrada, e onde andavam os outros concorrentes aumentou o stress. A partir daqui foi uma mistura de não ver nada, pois por ter levantado um pouco a traseira do carro e não ter andado nele de noite depois disso deixou os faróis muito baixos, umas zonas húmidas em que os pneus escorregavam que se fartavam, o acelerador a ficar preso sempre que levantava o pé e o carro a demonstrar que ainda está muito preso após a reparação do motor levou a que fossemos penalizando mais uns valentes segundos em cada controle, para mais com paragens em controles de passagem em que não deixaram umas mines aos controladores e estes moviam-se a uma velocidade que demonstrava a falta de combustível, antes dos controles de passagem e em subida não ajudaram nada à festa e toma lá mais uma mão cheia de segundos.
Com tudo isto acabamos com uma sensação estranha, por um lado contentes por o carro ter chegado ao fim sem mazelas de maior e não nos termos enganado na estrada, mas por outro lado tristes porque com uma melhor preparação do carro e também uma melhor concentração do condutor o resultado poderia ter sido significativamente melhor.
Com tudo isto fiamos no 16º lugar da classificação geral da prova, e em termos de Troféu fiquei no 8º lugar da classificação dos condutores,

o Zé Pedro em 7º na classificação dos navegadores,


e o Clube Automóvel da Marinha Grande, do qual fazíamos parte, com o 2º lugar nesta prova ficou em 1º na classificação das equipas no troféu.



As fotografias que ilustram este comentário foram “roubadas” ao blogue do Ferodo Queimado http://ferodoqueimado.blogspot.com/ onde podem ver a reportagem fotográfica completa, e outras cedidas pelo João Sousa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Baja Portalegre

Este fim de semana disputou-se a 25ª edição de uma das provas que desde o seu inicio me fascinou e então desde que também participei posso dizer que foi uma das melhores experiências por que passei.
E como nasceu sob o espírito da Aventura cada uma das minhas participações foram também uma pequena aventura.
A primeira participação, ou melhor, tentativa de participação foi na edição de 1990, em que pouco mais de um mês antes da prova disseram-me que havia em Alcobaça um boca-de-sapo que tinha participado em duas ou três provas de todo terreno. Como um dos sonhos que sempre tive, e até hoje ainda não realizado, foi o de participar numa prova com um boca-de-sapo, fui à procura dele. Pergunta daqui, pergunta dali, lá descobri o "raio-azul" como ele era chamado pelos mecânicos que lhe davam assistência. Estava com muito mau aspecto e pelo que disseram tinha parado porque tinha o carter estalado. Mas como nestas coisas o coração fala mais alto do que a razão, toca de comprar o carro, inscrever para a prova, que entretanto já era daí a menos de um mês e mãos à obra para trocar o carter, que implicava tirar toda a mecânica fora. Feita a troca verificamos que o motor não sofria só de carter estalado, estava mesmo muito debilitado, fomos fazer um teste e verificámos que tudo estava doente, motor, suspensão, travões, etc. mas mesmo assim ainda não tínhamos desistido, e faltava ainda colocar as portas, que o carro vinha com umas lonas no local das portas da frente porque era mais leve, pelo que me disseram, mas ao tentar colocar as portas é que verificámos a verdadeira razão delas não estarem lá, o carro estava todo vergado, tipo arco de púa e as portas não cabiam no sitio. Dois ou três dias antes da prova lá resolvemos que era melhor aproveitar as noites para dormir do que tentar por o carro a andar, e assim a participação de 1990 acabou antes da prova começar.



Mas como o bichinho estava lá, no ano seguinte resolvi inscrever-me novamente, desta vez não com o boca-de-sapo mas com um Toyota Starlet que tinha sido do troféu e com o qual tinha participado no Rali do Algarve de 1987 e 1989 e que na altura servia de carro de dia a dia.
Foi então feita uma preparação "profunda", colocaram-se umas bolachas na suspensão para o levantar um pouco, dois ou três centímetros, os amortecedores foram ao Porto para o amigo Jorge os afinar como só ele sabe, colocou-se a protecção inferior já utilizada no Algarve, duas bilhas para levar água com isostar e com um tubinho até a boca, e fomos à procura dos pneus que nos tinham sido oferecidos pelo João Almeida e usados no Rali do Algarve de 1989, e levamos umas 3 ou 4 cintas de reboque, porque sempre que eu contava a alguém o que ía fazer ofereciam-me uma e diziam, leva isto que vai ser o que mais vais precisar.
Desta vez fomos mesmo até ao inicio da prova, que começou com o prólogo, numa sexta feira muito chuvosa. Comecei logo a pensar que ía mesmo ter que usar as cintas, mas não, lá fomos patinando de curva em curva e o único susto foi a meio do prologo quando resolvi esticar-me um pouco e ia deixando uma roda num calhau depois de andar "aos papeis", foi como que um abre olhos, pois ia para uma prova de 500 km's e quase deitei tudo a perder só para fazer bonito para o publico.



Chegamos então ao grande dia, em que ia-mos disputar a Baja que era feita toda em linha, o relógio começava a contar no inicio e só parava após 500 kms, tempo de assistência incluído. O tempo estava bom pois tinha parado a chuva e assim podia ser que não tivesse que usar as cintas. Lá fomos andando calmamente num ritmo certinho para não se perder muito tempo mas também para não partir o carro. Por volta do km 100 o primeiro susto, o carro começa a soluçar e acaba por parar, vamos ver, tinha sido o suporte da bateria (que tinha sido reforçado, pois levava uma bateria maior) que se tinha partido e arrancado o cabo da massa. Feita uma ligação de improviso e amarrada a bateria com uma correia, lá seguimos até a primeira zona de assistência para por gasolina, mas antes ainda tivemos que passar a famosa ribeira de Seda, com direito a pés de molho e tudo, mas sem ter que usar as cintas de reboque.



A partir daí foi sempre rolando no nosso ritmo, apenas com mais um ou dois contratempos, como uma subida de areia que foi feita de marcha atrás porque de frente patinava e não subia e mais um engarrafamento numa zona de lama em que tivemos que usar a cinta para ajudar outro concorrente, e depois para nos tirarem, e ainda mais uma situação de principiante, numa zona em que atravessá-mos umas dez ribeiras de pouca profundidade resolvi passar em força numa em que havia muito público, para fazer mais um bonito, e claro está que devia ter imaginado porque é que toda a gente tinha ido para aquela e não para uma das outras, é mesmo isso, essa era a funda e grande mergulho que até passou água por cima do carro, mas como o embalo era tanto passamos para o outro lado, onde estivemos um bocado com o carro a trabalhar em 1 ou 2 cilindros, até que os outros secaram e lá seguimos viagem, com umas pequenas paragens de hora a hora, porque nos tinham dito que o isostar era muito bom para aguentar o dia todo sem fome, o que foi verdade, só não tinham dito que de hora a hora tinha que se verter o usado.
No final foi uma das melhores experiências por que passei e o resultado foi muito acima do esperado, a principal vitória que foi o chegar ao fim, num dos anos que terminaram mais carros de 2 rodas motrizes, e o 2º lugar dessa categoria de 2 rodas motrizes, junto à vitória dos carros até 1.300 e primeiro tracção à frente. Curiosamente quem apareceu como vencedor dos duas rodas na imprensa foi o que ficou em terceiro.
E foi um dos últimos anos em que se podiam fazer Aventuras destas, porque a partir daí começou tudo a ser muito mais profissionalizado e os custos subiram para valores incomportáveis para o espírito com que isto se faziam, mas a mística de Portalegre ainda hoje se mantém muito à custa destes tempos e aventuras destas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rampa de Porto de Mós

No final dos anos 70 o Clube Automóvel da Marinha Grande organizou uma prova a contar para o Campeonato Nacional de Velocidade, que era a Rampa de Porto de Mós. Essa prova realizou-se, salvo erro durante 3 anos e é claro que eu lá estive presente com a minha máquina fotográfica, que na altura já era clássica ;o)
No início dos anos 90 o Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria organizou a prova que relançou os campeonatos de clássicos que era o Rali Verde Pino e em que uma das provas especiais desse rali era a Rampa de Porto de Mós, reeditada 12 anos depois. Nessa altura tive a felicidade de poder participar por 3 anos nessa prova e assim realizar um sonho de adolescente. Agora cerca de 20 anos após esses Verde Pino o NDML volta a reeditar esta prova, no próximo dia 5, no formato de Rali Sprint e aberta tanto a clássicos
como desportivos modernos.
Fui então ao fundo do baú e encontrei algumas fotos da rampa para partilhar aqui.
Uma primeira referente à minha presença no Verde Pino de 1993.




Uma outra já das primeiras edições de um dos organiadores da rampa actual, Pedro Mendes Alves no seu Renault que ainda este ano fez de carro zero na Rampa da Foz do Arelho, e que cada vez parece respirar mais saúde. A foto é que infelizmente é a de pior qualidade do lote.

E mais algumas que melhor do que mil palavras representam, não o colorido pois são a preto e branco, mas um pouco da variedade de modelos e níveis de preparação dos participantes nessa época.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rampa da Boa Viagem

Este fim-de-semana fomos participar na primeira edição da reedição da Rampa da Boa Viagem organizada pelo Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz, e com a colaboração da Associação Ferodo Queimado, associação que esteve presente com duas equipas compostas por alguns dos seus Tertulianos, e numa das quais nós estivemos inscritos a Ferodo Queimado Mine.
Desta vez estive presente acompanhado pela Sílvia, tal como em duas provas do ano passado e novamente no Visa Chrono, na sua primeira saída após a reparação do motor. Não me foi possível completar a rodagem nem fazer alguns testes e afinações ao carro tal como pretendia, o que se veio a revelar fatal como à frente vão ver, mas como o objectivo principal era a diversão, estava tudo bem.


Vamos então à prova em si, que começou com a subida de treinos, uma das mais importantes pois é onde se define a escolha dos tempos que iríamos tentar fazer nas subidas de prova tal como tentar memorizar os pontos críticos da prova. Até aqui tudo bem, só que após uns 300 metros da subida fico com o carro em ponto morto pois um dos tirantes do selector da caixa desenfiou-se. Paragem para o colocar e arrancamos novamente para mais uns 300 metros e desta vez ficamos sem acelerador, nova paragem e verifico que um tirante dos carburadores se tinha desenfiado, colocado este no sítio e arrancamos outra vez e mais uns metros à frente novamente em ponto morto com o tirante da caixa novamente desencaixado. Nesta altura já eu deitava fumo pelas orelhas com tanta paragem, novamente colocado no sítio, desta vez com um o’ring suplementar para ver se durava mais e ao tentar arrancar novamente, outra vez sem acelerador pois o tirante do carburador tinha saído novamente, nova saída para o colocar no sítio, e lá vamos nos, desta vez até ao fim, não sem ter levado um separador de plástico e um pino de uma das chicanes à frente também fruto dos magníficos pneus que ainda tenho montados que nos dão a sensação de andarmos sempre em piso molhado.
No intervalo para as subidas de prova tentamos reforçar os encaixes dos tirantes com umas braçadeiras plásticas, pois estes tirantes são encaixados com uns casquilhos de plástico que com os anos e as montagens e desmontagens se vão degradando e perdendo a força para os manter no sítio. Com tudo isto ficamos sem saber onde estavam as células intermédias e muito menos o tempo que conseguíamos fazer entre sectores.
Com tudo isto a concentração e motivação para se tentar fazer uma prova certinha foi à vida e então decidimos que íamos arrancar para a prova com um andamento tranquilo, ver que tempo fazíamos no primeiro sector e depois igualar nos outros dois. A coisa até parecia não ter corrido muito mal pois só no segundo sector é que perdemos uns segunditos, mas ao pararmos no final da subida estava a navegadora de um dos nossos conterrâneos a ralhar com o piloto que tinha vindo a acelerar demais e tinha feito um tempo abaixo do tempo mínimo de um minuto por sector levando com os 5000 pontos da respectiva penalização. Foi aí que verificamos que também nos tínhamos esquecido desse tempo mínimo e o nosso tempo de referência no primeiro sector era 56 segundos, o qual igualamos no terceiro sector e toma lá 10000 pontos que é para te lembrares para a próxima. Faltava assim a segunda subida se prova que foi bem durante uns 400 metros até se começar a ouvir um barulho de qualquer coisa a bater no chão, ao tentar meter outra mudança verifiquei que estava com um outro tirante da caixa desenfiado,
mas pelo menos desta vez tinha ficado com a segunda metida e lá vamos até ao fim sempre em segunda e com o tirante pendurado e com mais 5000 pontos por avanço no segundo sector (tinha faltado este na primeira subida), após a meta lá parámos para mais uma reparação de improviso com a preciosa ajuda do Paulo e do Pedro que participaram num outro Citroen Visa e com uma prova também cheia de peripécias. Valeu-nos umas mines no fim para nos rirmos um bocado com tudo o nos tinha acontecido.
Após tudo isto foi tempo de irmos até ao Casino para o jantar de encerramento, entrega de prémios e ver as bailaronas a dar à perna. Após o qual fomos para uma esplanada em frente festejar as vitórias do Ferodo Queimado na classificação individual e por equipas.
Quanto a nós ainda conseguimos ficar com o 35º lugar em perto de 60 equipas.
Para verem o álbum completo de fotografias visitem como habitualmente o blogue http://ferodoqueimado.blogspot.com

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Passeio Regularidade de Tomar


No passado fim de semana disputou-se a segunda prova do Troféu Automóvel Ribatejano, o Passeio Automóvel em Regularidade de Tomar.
Como o Visa ainda não está pronto, estivemos presentes, tal como na edição do ano passado com o BX Sport.



Embora ache que este carro será muito bom para este tipo de provas, tendo apenas duas falhas, uma fácil de resolver, que é colocar um manómetro de temperatura da água, sem furar nada no tablier, e a outra que não é fácil de solucionar e que é ter o travão de mão às rodas da frente, não o pretendo utilizar muito neste tipo de eventos pois leva sempre uma "esfrega" maior do que pretendemos.
Na semana anterior colocamos os nossos instrumentos de trabalho, que são do mais simples que se encontra neste tipo de eventos. Um relógio-cronómetro Big-Digit e um GPS pedestre, que ganhamos num concurso de foto orientação de um Encontro Ibérico Land Rover, que serve de odómetro e nos dá a velocidade média da deslocação, e estava tudo pronto para o grande dia.


Chegado o dia 10, fomos até Tomar para as normais verificações administrativas e inicio do Passeio, que foi a seguir ao almoço. Neste primeiro dia tivemos 2 secções, em que as 10 provas de regularidade eram entremeadas com duas provas de velocidade realizadas no Kartodromo de Abrantes. As provas de regularidade correram muito bem, sem erros de percurso e cumprindo as médias pretendidas, mesmo se em algumas provas com médias mais puxadas era preciso dar bastante ao pedal para não se fugir muito a elas, mesmo numa prova em que parte do percurso era feito por mapa, correu tudo muito bem. Nas provas de velocidade também não houve problemas, sendo o único senão a falta de uns bons pneus pois estes, principalmente na prova realizada á tarde com bastante calor, escorregavam muito.
O etapa terminou já tarde, pela uma da manhã depois de uma secção nocturna que foi muito do nosso agrado, e em que chegamos cansados mas com a sensação de dever cumprido. Bebida a mine de reconforto com os nossos amigos do Ferodo Queimado, perdão Delírios da Cevada, foi hora de recolher, que no dia seguinte havia mais.
No segundo dia antes da partida quando ligamos o carro para ir por gasolina, este fez um chiar que nos deixou preocupados. Após análise do ruído verifiquei que era da bomba hidráulica de alta pressão que neste tipo de carros alimenta os travões, suspensão e assistência da direcção que estava a dar sinais de cansaço. Durante o dia anterior tinha verificado que a esfera que serve de acumulador de pressão desse sistema já tinha dado as ultimas pois a travagem já se tornava mais pesada e em curvas apertadas com pouca rotação a direcção ficava mais pesada.
Como com os meios disponíveis não havia nada a fazer, foi seguir viagem até que a bomba aguentasse e sem dizer nada a ninguém para não haver agoiros.
Este segundo dia começou com uma prova numa zona industrial em que o ano passado tínhamos metido o pé na poça até ao tornozelo e nos fez sair dos 10 primeiros, mas desta vez fizemos as pazes e correu tudo bem, tal como o resto da manhã em que andamos por zonas habituadas a automóveis junto a Figueiró dos Vinhos. Apenas tivemos um carro a puxar um barco maior que ele e a carrinha do pão por duas vezes em que pensamos que iríamos perder tempo, mas felizmente tudo se passou sem problemas, tirando a bomba se ir queixando mais frequentemente e os problemas de travões e falta de assistência se irem agravando, e lá chegámos a Castanheira de Pera, para o almoço à beira da Praia das Rocas.
Classificações do primeiro dia é que nada, pelo menos era menos uma coisa a pressionar.
Após o almoço é que tudo se complicou. Deu uma preguiça que só dava vontade de dormir a cesta. O navegador ainda fez um bocadinho e eu bebi mais um café para não quebrar o ritmo.
Da parte da tarde começamos por mais uma especial no troço de Chimpeles e fomos rumando de regresso a Tomar onde terminou a etapa com uma prova de maneabilidade (perícia).
Correu tudo 5 estrelas, novamente sem erros no percurso e a média sempre muito certinha pelo pretendido e a leitura no GPS durante as especiais de regularidade e na perícia foi andar o melhor sem enganos e tentando dar as voltas todas à primeira sem ter que fazer marcha atráz porque o travão de mão às rodas de tráz faz muita falta nestas situações, e a bomba não piorou.
De seguida fomos para o Convento de Cristo onde foi servido o jantar e de seguida a entrega de prémios, e aqui é que aconteceu a maior surpresa do dia, pois se pela prova isenta de erros de estrada que tínhamos feito e tudo dentro dos tempos pretendidos com os instrumentos disponíveis tinhamos esperança de estar entre os 10 primeiros, ter ficado no pódio com o 3º lugar da geral foi uma alegria enorme que nos deixou muito felizes.
Termino com duas fotografias de Joana Queiroz, que poderão ver o álbum completo do Passeio no Blogue do Ferodo Queimado http://ferodoqueimado.blogspot.com/ , uma do pódio e outra durante uma especial de regularidade.







segunda-feira, 23 de maio de 2011

A recuperação

Tal como referi na mensagem anterior, o motor do Visa veio muito cansado do Passeio do Ferodo Queimado e então teve que sair fora para a recuperação. Mal se tirou o carter começaram as surpresas a aparecer.
Bocados de piston e segmentos no fundo do carter.


Continuando a desmontagem descobriu-se o motivo, um piston partido.

Juntamente com as limalhas que andaram a passear pelo motor, ficou um rico puzzle com peças para recuperar outras a ser substituídas.
Depois de compradas as peças foi altura de começar a montagem e ajuste de todas elas.
Primeiro as camisas e pistons

A cabeça depois de rectificada e encasquilhada, porque os apoios da árvore de cames ficaram gripados devido às limalhas

E finalmente o motor começa a retomar novamente a sua forma



terça-feira, 1 de março de 2011

6º passeio de inverno Ferodo Queimado


Finalmente neste passeio do passado fim de semana realizamos o sonho de participar numa prova deste tipo com um carro com que muito sonhámos na juventude e à algum tempo andavamos a preparar para este efeito.

Trata-se de um Citroen Visa Chrono, que é um dos carros que participou no troféu Visa realizado entre os anos de 1984 até 1987.

O carro neste momento está já com um aspecto muito próximo do que pretendiamos, o que nos permite começar a utilizá-lo e ir retirando algum "gozo" enquanto se vai fazendo o resto aos poucos.

Para esta prova para além da estreia do carro ainda houve outra estreia, a do navegador que foi o meu filho.



Quanto à prova em si, começou no sábado de manhã com uma especial nas instalações da Automotriz em Sacavém, de onde começou a primeira secção da prova, até perto de Torres Vedras. Nestra primeira secção as coisas ainda não correram muito bem pois duas perdidelas seguidas levaram-nos a chegar à primeira zona de controles com cerca de 4 minutos de atrazo o que nos levou a penalizar em cada um sempre mais de 200 pontos, só mais à frente após Mafra é que entrámos no tempo e os controles na zona do Gradil já foram dentro do tempo. Resultado após a 1º secção 40º com mil e tal pontos de penalizações de estrada.
A segunda secção começou e acabou na mesma zona, Livramento, tendo terminado nas instalações de Cipriano e Antunes onde se realizou mais uma especial. Nesta secção as coisas começaram a correr melhor, só tivemos uma perdidela de 2 minutos já na parte final e subimos três lugares na classificação, passando a ser 37º.
A terceira secção, já de noite levou-nos à serra de Montejunto, e foi onde mais nos divertimos, pois a noite misturada com o muito nevoeiro no topo da serra por onde tivemos que passar por duas vezes nos fez recordar como eram as provas do antigamente. Nesta parte tivemos o nosso melhor resultado com o 11º lugar na secção e chegamos às Caldas da Rainha no 19º da geral, mas aqui também verificámos que o estado de saúde da mecânica do carro que já sabiamos estar debilitado, afinal estava pior do que suspeitavamos.
Por fim no domingo começamos com mais uma especial ainda nas Caldas, no Centro de Inspecções Auto Caldense e seguimos rumo à Almoster, nesta secção tudo correu dentro da normalidade excepto termos que ter tido que parar por duas vezes junto a brigadas da guarda para lhes explicar o porquê de tanta movimentação por aqueles lados, claro que eles tiveram que escolher os melhores locais, dentro das zonas controladas para o fazer, e lá foi mais um minuto ou dois, mas mesmo assim subimos um lugar tendo terminado no 18º lugar final.
Na classificação das provas especiais ficamos com o 13º lugar.
Foi um fim de semana muito bem passado, onde nos divertimos muito, o que não seria de esperar menos num evento realizado pelos nossos amigos do Ferodo Queimado, que teimam em nos fazer sofrer, mas nós vamos gostando deles cada vez mais ;o)
Também uma nota muito positiva para o estreante navegador que se portou muito acima do que seria pedido para uma aventura destas.
Agora à que tratar da saúde da máquina para nova aventura.
Convido-os a visitarem o blogue do Ferodo Queimado onde poderão ver todas as classificações e excelentes fotografias.
Por fim, o meu muito grande Obrigado a todos os que me permitiram tornar possível esta aventura !

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Troféu Automóvel Ribatejano


Recebemos hoje dos nossos amigos do Ferodo Queimado informação a respeito do troféu que eles em conjunto com o Automóvel Clube de Tomar vão realizar em 2011.

É de saudar esta iniciativa, pois as suas provas permitem a quem gosta de regularidades, poder participar numas brincadeiras, descontraidamente e sem grandes aparelhagens, embora haja quem as leve mais a serio, todos os outros como nós também temos lá lugar, sem as pressões ou formalismos das provas do troféu.

Poderão ver o texto de apresentação e reglamento em :


http://ferodoqueimado.blogspot.com/